Eleição no Brasil, tensão no Oriente Médio, protestos na França e novo campeão na Fórmula 1: os destaques do fim de semana

• Brasil: Lula tem vitória confirmada; Flávio Bolsonaro contesta resultado.
• Irã: Negociações podem reabrir o Estreito de Ormuz.
• França: Protestos continuam e sindicatos anunciam nova greve.
• Fórmula 1: Kimi Antonelli conquista título mundial histórico.

Do cenário político brasileiro às movimentações diplomáticas envolvendo o Irã, passando pela crise social francesa e pela conquista histórica de Kimi Antonelli na Fórmula 1, confira os principais acontecimentos deste domingo.

Por Franklin Couto publicado em 02/11/26 às 00h00

Resumo semanal

MUNDO – O primeiro fim de semana de novembro foi marcado por declarações políticas, movimentações diplomáticas e manifestações populares em diferentes partes do mundo. No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a falar sobre suas promessas de campanha, enquanto o pacote de medidas voltado aos microempreendedores individuais (MEIs) e seus possíveis impactos nas contas públicas seguem no centro das discussões.

No Oriente Médio, o Irã mantém esforços diplomáticos relacionados à reabertura do Estreito de Ormuz. Na França, manifestações voltaram a mobilizar milhares de pessoas. Já na Fórmula 1, o italiano Kimi Antonelli conquistou um título histórico.

Confira os principais acontecimentos.


Brasil: Lula reafirma promessas, pacote para MEIs e preocupação com as contas públicas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizou as redes sociais neste domingo, 1º de novembro, para reafirmar compromissos assumidos durante a campanha eleitoral. Na publicação, declarou que tudo o que foi prometido será realizado e garantiu que nenhum programa social será extinto. Segundo o presidente, novos programas poderão ser criados e os já existentes poderão receber melhorias.

Entre os assuntos que voltaram à discussão está o pacote de medidas destinado aos microempreendedores individuais (MEIs). Apesar de ter ganhado espaço novamente nas reportagens do fim de semana, o programa Prospera MEI não é uma iniciativa recém-anunciada. A medida foi sancionada em 21 de outubro e alcança aproximadamente 3,6 milhões de microempreendedores.

O programa prevê perdão de dívidas com a União, ampliação do limite de faturamento e facilidades de acesso ao crédito. Outras medidas, como o Pix de até R$ 5 mil e a renegociação de dívidas bancárias, ainda dependem de regulamentação.

A iniciativa também abriu espaço para discussões sobre o impacto financeiro das medidas. A estimativa de renúncia fiscal relacionada ao perdão de dívidas é de R$ 3,04 bilhões entre 2027 e 2029.

Reação da oposição

Até o momento, não há registro de manifestação oficial de partidos ou parlamentares da oposição respondendo especificamente à publicação feita por Lula neste domingo.

Uma análise publicada pela Gazeta do Povo, entretanto, apresentou críticas ao pacote de medidas. O jornal relacionou o anúncio das iniciativas ao período eleitoral e levantou questionamentos sobre o possível uso de medidas de forte apelo popular durante a campanha.

A reportagem ouviu especialistas e representantes do Instituto Liberal de São Paulo, que apresentaram avaliações críticas sobre a relação do governo com o empreendedorismo e os possíveis efeitos políticos das iniciativas.

É importante destacar que essas avaliações representam as opiniões dos entrevistados e a análise editorial do veículo, não uma manifestação oficial de partidos de oposição.

Mercado financeiro e situação fiscal

Outro ponto de atenção está na reação do mercado financeiro à perspectiva econômica do próximo período de governo.

Como as bolsas e os mercados estiveram fechados durante o fim de semana, ainda não existe uma reação de preços às declarações de Lula deste domingo. O cenário mais recente, divulgado pela Reuters na sexta-feira, 30 de outubro, apontava queda na bolsa brasileira, valorização do dólar e alta dos juros futuros após o resultado eleitoral.

Também cresceu a expectativa de que o Banco Central mantenha a taxa básica de juros na reunião marcada para quarta-feira, 4 de novembro. Antes, parte expressiva do mercado trabalhava com a possibilidade de um corte de 0,25 ponto percentual.

Entre as preocupações está a trajetória da dívida pública, que avançou mais de 11 pontos percentuais durante o governo Lula e alcançou 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB).

Outro fator é a margem limitada de recursos disponíveis para decisões discricionárias do Executivo. Menos de 8% do Orçamento pode ser livremente administrado pelo governo, o que aumenta a pressão sobre as escolhas fiscais.

Nesse contexto, medidas que representam renúncia de receitas, como o perdão de dívidas dos MEIs, e promessas de ampliação de gastos sociais passam a ser observadas com atenção.

O reajuste do Bolsa Família, por exemplo, tem impacto estimado em R$ 22 bilhões por ano.

Integrantes do governo e do Partido dos Trabalhadores também já apresentaram ressalvas sobre possíveis medidas de ajuste fiscal. O ministro José Guimarães afirmou que o assunto não está em discussão, enquanto a Executiva do PT defendeu que eventuais ajustes não recaiam sobre a população mais pobre.

A definição do próximo ministro da Fazenda também permanece como uma incógnita. O presidente sinalizou que não pretende tomar uma decisão no curto prazo.

A decisão do Banco Central na quarta-feira e as futuras definições sobre o comando da equipe econômica deverão oferecer novos indicadores sobre os rumos da política econômica.


Irã e Estreito de Ormuz: negociações podem abrir caminho para a retomada da circulação

A situação no Oriente Médio continua entre os principais pontos de atenção da comunidade internacional. O conflito envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos, iniciado com uma ofensiva em 28 de fevereiro, provocou impactos importantes na segurança regional e no mercado internacional de energia.

Um dos pontos mais estratégicos dessa crise é o Estreito de Ormuz, passagem marítima por onde circulava aproximadamente um quinto dos hidrocarbonetos consumidos mundialmente antes do agravamento do conflito.

No sábado, 31 de outubro, o chanceler iraniano Abbas Araghchi informou que representantes do país estavam no Catar para discutir uma proposta que poderia permitir a reabertura do estreito em até dois dias, desde que os Estados Unidos atendessem a determinadas condições apresentadas por Teerã.

O ministro afirmou que não existem negociações diretas com Washington, mas que os esforços diplomáticos buscam evitar uma nova escalada militar.

Enquanto isso, a questão energética permanece no centro das preocupações internacionais.

Na quinta-feira, 29 de outubro, onze países da União Europeia anunciaram o compromisso de liberar 20,5 milhões de barris de diesel de suas reservas estratégicas até o final de janeiro de 2027. A quantidade faz parte de um volume total de 42,6 milhões de barris anunciado no contexto das medidas para enfrentar os efeitos da crise energética.

A iniciativa representa um compromisso de disponibilização das reservas, e não uma liberação já concluída. A Comissão Europeia afirmou que não prevê falta física de combustíveis no bloco.

Também houve repercussão após a Guarda Revolucionária iraniana divulgar, na sexta-feira, informações sobre três petroleiros que teriam sido atingidos e incendiados. A alegação, entretanto, não havia sido verificada de forma independente pela Reuters naquele momento.


França: protestos continuam e sindicatos preparam nova mobilização

A França voltou a registrar manifestações neste sábado, 31 de outubro, em meio a uma sequência de protestos contra o custo de vida, as condições dos serviços públicos e outras reivindicações sociais.

A onda de mobilizações ganhou força em 17 de outubro, quando manifestações em diversas cidades, entre elas Paris, Lyon e Marselha, foram acompanhadas por episódios de violência e saques. Na ocasião, o governo contabilizou aproximadamente 550 mil participantes em todo o país, e ao menos 2.700 pessoas foram detidas.

O primeiro-ministro Sébastien Lecornu convocou uma célula de crise interministerial para acompanhar a situação. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, chegou a manifestar intenção de deixar o cargo, mas foi mantido na função após um pedido do presidente Emmanuel Macron.

No sábado, 31, os atos ocorreram majoritariamente de forma pacífica durante o dia, embora confrontos tenham sido registrados em diferentes cidades durante a noite. Houve utilização de gás lacrimogêneo, lançamento de objetos contra policiais e registro de um carro incendiado.

O movimento reuniu integrantes dos chamados Coletes Amarelos, estudantes secundaristas, universitários e representantes de organizações sindicais.

A próxima mobilização nacional está prevista para quinta-feira, 5 de novembro. As centrais CFDT, CGT, FO, UNSA e FSU convocaram uma jornada de greve e manifestações envolvendo trabalhadores dos setores público e privado.

Entre as principais reivindicações estão reajustes salariais, melhorias nas aposentadorias e fortalecimento dos serviços públicos. A CGT também defendeu uma ampliação da mobilização, com a proposta de uma greve geral.


Fórmula 1: Kimi Antonelli conquista título histórico e se torna o campeão mais jovem da categoria

O Grande Prêmio da Cidade do México entrou para a história da Fórmula 1 neste domingo, 1º de novembro. O italiano Kimi Antonelli, da Mercedes, conquistou matematicamente o Campeonato Mundial de Pilotos de 2026, aos 20 anos.

A conquista foi confirmada após Antonelli terminar a corrida na terceira colocação. A vitória ficou com Max Verstappen, da Red Bull, enquanto Lewis Hamilton terminou em segundo lugar.

Com o resultado, Antonelli alcançou 380 pontos e garantiu o título com quatro etapas de antecedência, superando o recorde de Sebastian Vettel e se tornando o campeão mundial mais jovem da história da Fórmula 1.

A conquista também encerra um jejum de 73 anos da Itália na categoria. Antonelli é o terceiro piloto italiano a conquistar o Mundial de Pilotos.

A classificação do campeonato após a etapa mexicana ficou com Antonelli na liderança, com 380 pontos, seguido por Verstappen, com 261, e Hamilton, com 259.

Charles Leclerc terminou a corrida na quarta posição, enquanto Lando Norris ficou em quinto. O brasileiro Gabriel Bortoleto, da Audi, cruzou a linha de chegada em 11º lugar.

No Mundial de Construtores, a Mercedes também mantém a liderança, à frente da Ferrari.


Um cenário de desafios e repercussões

O fim de semana reuniu acontecimentos que mostram diferentes desafios políticos, econômicos e sociais. No Brasil, as promessas do governo e a capacidade de financiamento das medidas anunciadas devem continuar no centro das discussões. No Oriente Médio, a diplomacia tenta evitar uma nova escalada militar, enquanto a França enfrenta novas mobilizações populares.

Na Fórmula 1, a conquista de Kimi Antonelli marcou um capítulo histórico para o automobilismo mundial.

Acompanhar esses acontecimentos ajuda a compreender como decisões políticas, movimentos sociais e transformações econômicas ultrapassam fronteiras e influenciam o cenário internacional.


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Autor: Franklin Couto

Jornalista e repórter com alma de cronista digital. Escrevo para blogs desde 2010, e essa estrada me preparou para transitar entre tecnologia, cultura e histórias. Aqui no blog e no podcast, mantenho uma conversa direta e próxima com quem me lê, me ouve ou me assiste, costurando notícias, opinião e bastidores — sempre com olhar investigativo, curiosidade e muito rigor jornalístico.

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